MAGDA

como era branquinha

pétala

sorriso amarelado e alcoólico

 

dela

exalavam fragilidades

e uma existência lunar

 

de percorrer fases

de subentender frases

de transmutar faces

 

de um segundo a outro

 

assustada em arder bocejava:

 

sensação de não ser

nada

 

 

 

 

 

 

LUCINA

rompe a barra

de véu e grinalda

pingando pérolas

em brancas nuvens

 

almiscarada

roda ciranda

no meio da rua

cheia de intenções

passa distraída

pisando desastrada

 

e num passe súbito de valsa

desajusta minha órbita

Destaques

ATITUDE não quero ser ex de ninguém não quero ser morta como se eu fosse um bandido não tenho gênero meu número é ímpar   Direitos Autorais ...