AGILIDADE

 

 o tempo ágil espreme

o pavio além das alvas cordilheiras

cegos candeeiros longe

marcam fronteiras

 

a paisagem torce o nariz a

cada miragem prende o susto

das rajadas como de confetes

fosse carnaval

 

será tão ligeiro passar?

 

os rostos apáticos compilam

rugas e estrias em côncavos

sorrisos a desatar epifanias

tais epifanias recorrentes

à imagem singular de Safo

e a alguma lira distraída

lambem os difíceis lábios

rociados de elegíaca poesia

 

não são beijos de pecado

tampouco muda lamúria

mas arcanos sagrados

balbuciados na ponta da língua

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