PORTA-JÓIAS
entoava
intuía
aparente magia
agia como se o vento ou
o advento da lua sucumbisse
prata ao breu.
entrava e saía de um turbilhão
de agonias
esvoaçante ave em
tom grave de nostalgia regurgitando
reminiscências com
as quais urdia o próximo novelo.
cantava e andava nuinha
do próprio corpo extensa ladainha
endeusada
trêmula de frio de infinda madrugada.
na boca emproava um terço e
meio inclinada a boca
ofegava quase a lhe faltar ar
enquanto se debatia
mariposa espaventada em torno de
imaginária lamparina.
apagada girava agarrada à espiral
de rósea serpentina.
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